Cada mudança de carreira ampliou o que eu consigo resolver hoje

Fui da TV para o varejo, do varejo para petróleo, do petróleo para fintech. Nenhuma transição foi óbvia na hora, mas cada uma me deu um repertório diferente que eu não teria se tivesse ficado parado.

Brendo Amaral
Rede Globo
Estágio em design
1 ano

Minha primeira experiência profissional. Criava toda a identidade visual que dava vida aos cenários das produções de TV. Se a cena de uma novela se passava em um hospital, eu desenvolvia o crachá do médico, o logotipo do hospital, cada peça gráfica que aparecia na tela.

O nível de exigência era alto e o ritmo era acelerado. Tudo que eu entregava ia ao ar para milhões de pessoas. Começar a carreira nesse padrão de cobrança mudou minha régua para tudo que veio depois.

Novela
Totalmente D+
Novela
Verdades Secretas
Programa
Tá no Ar: A TV na TV
Outer Shoes
Designer Estag. → Jr.
+4 anos

Entrei como estagiário e após 6 meses fui promovido para Jr. Meu primeiro contato com o digital e minha primeira experiência construindo uma identidade de marca de dentro para fora. Não como peça isolada, mas como um sistema vivo funcionando em vários canais simultaneamente.

Cuidava de três frentes em paralelo: a experiência digital da loja online (catálogo, estoque, fotos, jornada de compra), a criação de campanhas promocionais e sazonais do início ao fim, e a integração com os pontos de venda físicos. Isso me deu uma visão de canal completa que poucos designers têm cedo na carreira.

Na época, ninguém falava em UX/UI do jeito que se fala hoje. O termo existia, mas o hype era baixo. Mesmo assim, eu já praticava essa mentalidade sem saber nomear: pensava na jornada do cliente dentro da loja online, testava layouts, analisava o que convertia e o que não convertia. Fazia UX antes de saber que era UX.

Quando descobri que aquilo que eu já fazia tinha nome, método e comunidade, fui atrás de me especializar. Entrei na Design Circuit, depois FIAP, PM3. Desde então não parei.

Foi ali que entendi na prática: quando design se conecta a dado e a objetivo de negócio, o impacto muda de patamar.
Petrobras & ANP
UX Designer · via Spassu
10 meses

No pós-pandemia, troquei um emprego estável por algo completamente novo. De moda e digital, fui para plataformas offshore, automação industrial e processos regulatórios do setor de energia. O maior choque de contexto da minha carreira.

O que mais me desenvolveu ali: facilitei Design Sprints para criação de plataformas internas com diretores da Petrobras e da ANP. Pessoas com décadas de experiência em um setor que eu não conhecia. Conduzir uma sala com pessoas no cargo de direção e liderança, manter controle da dinâmica e direcionar decisões sem perder autoridade me ensinou mais em 10 meses do que anos em zona de conforto.

Saí dali entendendo que saber conduzir uma conversa difícil com gente mais experiente que você vale tanto quanto qualquer skill técnica.
R2 Ventures
Product Designer Pleno → Senior
Abr 2022 → Jul 2024

Depois da consultoria, entrei direto em produto digital com foco em conversão, métricas e resultado de negócio. Foi onde aprendi a trabalhar com funil, com dado e com pressão de resultado.

Meu escopo cobria o ciclo completo: discovery com pesquisa quali e quanti, arquitetura de jornadas de ponta a ponta, design de todas as telas e interações, criação de toda a comunicação por email (réguas de nutrição, reativação, carrinho abandonado) e produção de mídias de performance com definição de proposta de valor.

Trabalhei diretamente com Itaú, BMG, XP, Cogna, Jeitto e outros parceiros do setor financeiro e educacional.

~R$ 7M
Produção · Itaú Consórcio
+48%
Share · BMG Canal Digital
-31%
custo de aquisição · Mackenzie

Lead Product Designer na R2 Ventures

Em julho de 2024, assumi a liderança do time de design. Saí da execução direta e passei a ser responsável pelo funcionamento do design como prática dentro da empresa. Lidero designers de todos os níveis, desde estagiários até seniors.

Meu trabalho como líder é dar contexto, remover obstáculos, e garantir que o design esteja conectado ao que negócio e tecnologia precisam. Me preocupo tanto com a performance do que entregamos quanto com o crescimento de cada pessoa do time.

01

Estrutura e processos

Montei toda a documentação de escopo de trabalho por níveis, tabela de acompanhamento e cerimônias semanais com cadência definida, alternando entre mídia, UX, ferramentas e estratégia em rotação mensal. A cada dois meses, retrospectiva para recalibrar.

02

Desenvolvimento individual

Criei para cada designer um plano de desenvolvimento acões que reforçam as forças de cada um e oportunidades de melhorias. Como cada pessoa está alocada em uma parceria diferente, meu papel é acompanhar de perto e garantir que o design está contribuindo para o resultado esperado, junto com os gestores de negócio e o time de tecnologia.

03

Cultura e posicionamento

Desenvolvi e implementei uma cultura de design direcional para o time, com Believers que orientam como o time pensa e atua. Criei a Semana do Designer, um encontro presencial para nos desenvolvermos juntos (atuamos remoto no dia a dia), compartilhar entregáveis com a empresa e disseminar design internamente. Na última edição, criamos um processo para dar autonomia aos analistas de growth com testes A/B direto no Figma.

O que me move hoje

Dois temas me interessam ao mesmo tempo: Usar o design como meio para gerar resultados, e desenvolvimento de pessoas.

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Meus contatos

Gosto de trocar ideia sobre produto, design e estratégia.