Cada mudança que fiz, da TV para varejo, do varejo para petróleo, de petróleo para fintechs, parecia arriscada no momento. Olhando para trás, cada salto construiu uma camada de repertório que o trabalho anterior não podia dar.
Minha primeira experiência profissional. Criava toda a identidade visual que dava vida aos cenários das produções de TV. Se a cena de uma novela se passava em um hospital, eu desenvolvia o crachá do médico, o logotipo do hospital, cada peça gráfica que aparecia na tela.
O nível de exigência era alto e o ritmo era acelerado. Tudo que eu entregava ia ao ar para milhões de pessoas. Aprendi ali que design tem peso real, que cada decisão visual comunica algo, e que trabalhar com profissionais de altíssimo nível desde cedo muda o padrão que você carrega para sempre.
Entrei como estagiário e fui promovido. Meu primeiro contato com o digital e minha primeira experiência construindo uma identidade de marca de dentro para fora. Não como peça isolada, mas como um sistema vivo funcionando em vários canais simultaneamente.
Cuidava de três frentes em paralelo: a experiência digital da loja online (catálogo, estoque, fotos, jornada de compra), a criação de campanhas promocionais e sazonais do início ao fim, e a integração com os pontos de venda físicos. Isso me deu uma visão de canal completa que poucos designers têm cedo na carreira.
Saí de um emprego estável no pós-pandemia para entrar em algo completamente novo. De moda e digital, fui para plataformas offshore, automação industrial e processos regulatórios do setor de energia. O maior choque de contexto da minha carreira.
O desafio mais transformador: facilitei Design Sprints para criação de plataformas internas com diretores da Petrobras e da ANP. Pessoas com décadas de experiência em um setor que eu não conhecia. Conduzir uma sala assim, manter controle da dinâmica e direcionar decisões sem perder autoridade foi o que mais me desenvolveu até hoje.
A virada de chave. Saí de transformação digital industrial para produto digital em ritmo acelerado, com foco em conversão, métricas e resultado de negócio. Foi onde me aprofundei no que significa ser designer de produto de verdade.
Meu escopo cobria o ciclo completo: discovery com pesquisa quali e quanti, arquitetura de jornadas E2E, design de todas as telas e interações, criação de CRM completo (emails, réguas, reativação) e produção de mídias de performance com definição de proposta de valor.
Trabalhei com Itaú, BMG, XP, Cogna, Jeitto e outros parceiros do setor financeiro e educacional.
Em julho de 2024, assumi a liderança do time de design. Saí da execução direta e passei a ser responsável pelo funcionamento do design como prática dentro da empresa. Lidero designers desde estagiários até seniors.
Meu foco como líder é criar um ambiente onde pessoas boas conseguem crescer de verdade e entregar o melhor trabalho da carreira delas.
Criei um sistema de reuniões semanais com cadência definida. Mídia, UX, ferramentas e estratégia em rotação mensal. A cada dois meses, retrospectiva para alinhar cultura.
Cada designer está alocado em uma parceria diferente. Meu papel é garantir que o design está contribuindo para o resultado esperado em cada uma, trabalhando junto com BMs e time tech.
Criei a Semana do Designer. Evento presencial para o time com foco em desenvolvimento de autonomia para o dia a dia e o negócio, a partir dos cinco pilares da nossa cultura interna. Também estruturada junto de um framework de carreira para o time.
Me interessa o design que existe na interseção entre experiência e resultado. Não acredito em design que só é bonito. Acredito em design que dá clareza para o usuário tomar uma decisão e para o negócio entender o que está funcionando.
Estou aberto a novas oportunidades e gosto de trocar ideia sobre produto, design e estratégia.